Raiva após filho do presidente de Uganda dizer que está detendo segurança da oposição.
O general Muhoozi Kainerugaba, filho do presidente de Uganda, confirmou a detenção de um segurança de um líder da oposição, que estava desaparecido há cinco dias.
Edward Sebuufu, conhecido como Eddie Mutwe, teria sido levado no domingo por indivíduos não identificados, vestidos com roupas civis e uniformes militares, na cidade central de Kiwango, o que gerou indignação pública.
Em uma série de publicações na rede X, o general Kainerugaba, que também é chefe das Forças Armadas de Uganda, afirmou que o Sr. Sebuufu estava "no meu porão", anexando uma foto do segurança com a cabeça raspada.
As declarações do general Kainerugaba causaram revolta pública, com ugandenses utilizando a hashtag #FreeEddieMutwe para exigir a libertação de Sebuufu e condenar sua detenção.
Gostaria que eu incluísse o contexto político por trás desse caso?
O general Muhoozi Kainerugaba, filho do presidente de Uganda, frequentemente faz declarações políticas que, segundo críticos, violam o código de conduta das Forças Armadas. Aos 51 anos, ele é visto como um possível sucessor de seu pai, Yoweri Museveni, que está no poder desde 1986, embora o presidente negue estar preparando o filho para sucedê-lo.
Kainerugaba é conhecido por suas publicações polêmicas nas redes sociais, tratando de temas considerados tabus para um militar da ativa. Em 2022, gerou controvérsia ao sugerir uma invasão ao Quênia, o que obrigou seu pai a se desculpar publicamente. Recentemente, causou indignação ao ameaçar decapitar o líder da oposição, Robert Kyagulanyi, conhecido como Bobi Wine.
Na noite de quinta-feira, ele provocou nova onda de críticas ao publicar uma foto de Edward Sebuufu (conhecido como Eddie Mutwe), segurança pessoal de Bobi Wine, aparentemente sem camisa e com a cabeça raspada. Bobi Wine denunciou que Sebuufu foi "violentamente sequestrado" no domingo, em Kiwango, por homens armados que usavam uma van policial conhecida como "drone", sendo levado para local desconhecido.
Em postagens na rede X, Kainerugaba afirmou que seus soldados "capturaram Sebuufu como um gafanhoto" e que ele estaria aprendendo Runyankore (idioma do oeste de Uganda) enquanto está sob custódia. Disse ainda que Sebuufu está "muito apresentável agora", após ter a barba raspada por um de seus subordinados, e que só o libertaria se recebesse ordem direta de seu pai, o presidente. O general, no entanto, não revelou onde Sebuufu está sendo mantido nem sob quais acusações legais.
As forças de segurança ainda não comentaram oficialmente sobre o caso. Na segunda-feira, o porta-voz da polícia, Kituuma Rusoke, disse à imprensa local que não tinha conhecimento da presença de Sebuufu em nenhuma delegacia.
Líderes da oposição e usuários nas redes sociais exigem que, se Sebuufu estiver sob custódia legal, seja apresentado imediatamente a um tribunal. Bobi Wine convocou um comício de solidariedade para sexta-feira, em Kampala, acusando Kainerugaba de "prender ilegalmente, torturar e desumanizar" seu segurança.
“A hora é de união, sem partidarismos. Amigos de Eddie e todos os ugandenses de boa consciência, vamos nos reunir em solidariedade — não apenas com Eddie, mas com todos os presos políticos!”, escreveu Bobi Wine na rede X.
A Uganda Law Society também se pronunciou, exigindo a libertação imediata de Sebuufu e afirmando que o caso não é isolado, mas sim "parte de uma campanha sistemática para silenciar a dissidência e esmagar os anseios do povo por liberdade". A entidade expressou preocupação com a aparente participação do exército, o que revelaria "uma perigosa relação entre poder militar e opressão política".
Edward Sebuufu, responsável direto pela segurança de Bobi Wine, já foi preso diversas vezes e acusado de crimes como traição e posse ilegal de munições — acusações que a oposição classifica como motivadas politicamente. Ele tem sido alvo frequente de repressões durante campanhas e mobilizações eleitorais.
Com a aproximação das eleições de 2026, cresce a preocupação com a perseguição a figuras e apoiadores da oposição por parte das agências de segurança do país.
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